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quarta-feira, 23 de março de 2011

Moradores do Liberdade II fazem manifestação na Câmara Municipal de Parauapebas e pedem melhorias para o bairro

Saúde, educação, saneamento básico, asfalto e melhor abastecimento de água foram algumas das solicitações dos moradores do bairro Liberdade II, que se foram à Casa de Lei na sessão da última terça-feira, 22/03 com o intuito de sensibilizar o Legislativo para levar melhores condições os residentes daquela localidade. O plenário ficou lotado de cidadãos e várias faixas com solicitação de infraestrutura mostram quais são os principais anseios da comunidade parauapebense.

Entre os vários requerimentos e indicações pautados e aprovados, está o requerimento N° 021/2011 de autoria do Vereador Antônio Massud (PTB), que solicita a pavimentação asfáltica e saneamento básico nas ruas Fernão Dias, Olavo Bilac, Lima Sobrinho e Gaspar Viana, no Bairro Liberdade II. De acordo com o Vereador, medidas urgentes devem ser tomadas para solucionar o problema do bairro. Segundo Dona Jaqueline Duarte, moradora da Rua Fernão Dias e uma das manifestantes, os principais problemas do Liberdade II é justamente o que o Vereador Massud pediu em requerimento. “Lá não tem asfalto, transporte coletivo, falta saneamento básico, água encanada, e foi para tentar melhorar a nossa vida reunimos alguns moradores para pedir aos vereadores que nos ajudem”, disse Dona Jaqueline.

Posteriormente, o Vereador Zé Alves (PT) apresentou o requerimento N° 023/2011 e pediu o aterramento de uma lagoa localizada entre as ruas 10 e 11, no Bairro União, próxima à Escola Marluce Massariol. Segundo Zé Alves, a multiplicação de insetos e roedores, alagamento nos períodos de chuva e o mal cheio são os problemas que assolam os moradores das proximidades. Zé Alves também apresentou o requerimento N° 024/2011 e solicita drenagem nas ruas do Comércio e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em frente ao Hospital Santa Terezinha, no Bairro Rio Verde. O vereador disse que o sistema de drenagem existente naquela área é precário e tem causado desconforto para todos, principalmente no período das chuvas que alaga também a garagem do Hospital Santa Terezinha e impede a passagem das ambulâncias.

Quem também solicitou melhorias para a população de Parauapebas foi o Vereador Odilon Rocha de Sanção (PMDB), com a apresentação de dois requerimentos. No documento de N° 025/2011, o Vereador pediu ao Poder Executivo urgentemente a construção de uma creche para atender a comunidade das Casas Populares I e II, visto que as mães daquela localidade precisam trabalhar fora e não tem com quem deixar os filhos. Já o requerimento N° 026/2011 pede a abertura da Rua Perpétuo Socorro, para interligação das ruas Santo Antônio e 10 de Maio. Para Odilon, a falta de interligação entre as ruas dificulta o acesso das pessoas, que precisam se locomover até as demais ruas do bairro, uma distância de cerca de mil metros.

A indicação N° 07/2011, de autoria do Vereador Israel Pereira Barros (Miquinha) recomenda a construção de 200 casas populares na Palmares I e II, 100 em cada bairro. Além disso, Miquinha também apresentou outra indicação, a de N° 09/2011 que sugere a construção de uma quadra de esporte, reforma e ampliação da Escola Arco-Íris,

localizada no Assentamento Rio Branco. Raimundo Vasconcelos, vereador do PT, sugere por meio da indicação N° 08/2011 a aquisição de uma nova área para a realização de eventos públicos, pois de acordo com ele a Praça de Eventos já não atende a demanda. “Nos grandes eventos cerca de 40.000 pessoas passam pela Praça de Eventos e o espaço já está pequeno, sem contar o caos que fica o trânsito, por que algumas ruas precisam ser interditadas”, afirma Vasconcelos.

Outra indicação apresentada nesta sessão foi a de N° 010/2011, de autoria do vereador Massud (PTB) e sugere ao Poder Executivo que encaminhe ao Poder Legislativo, na forma de Projeto de Lei, um anteprojeto para a criação do Centro de Zoonoses em Parauapebas. Segundo o vereador, as zoonoses, doenças típicas de animais que podem ser transmitidas aos seres humanos e vice-versa são grandes preocupações da saúde pública. “A população animal solta em nossa cidade é grande, inúmeros animais como, cães, gatos, cavalos ficam pela rua, e isso traz um enorme transtorno não só para as pessoas que transitam livremente, mas também para os motoristas”, defende o vereador.

Em pronunciamento sobre a indicação de Massud, o vereador Adelson Fernandes (PDT) afirmou que esse é um caso que há muito tempo é cobrado e que falta sensibilização do governo para a resolução do problema. “Já passou da hora de o Poder Público tomar uma decisão em relação a essa quantidade de animais que vive de maneira desordenada, largada, sem nenhuma política voltada para o problema. Agora está na lei, já está terminando o prazo para a implantação do centro de zoonoses e o governo tem que atentar para esse assunto, senão ele pode se comprometer juridicamente”, disse.

Ao passar para o grande expediente, o vereador Odilon Rocha de Sanção (PMDB) comunicou oficialmente que é o novo líder do governo na Câmara Municipal. “Aceitei o desafio e vamos levar para o Executivo os anseios do Legislativo e vive-versa,” disse. Já a vereadora Francis Resende (PMDB) usou a tribuna de honra e desejou sorte ao novo líder do governo. Falou ainda que continua como oposição e teceu comentários sobre a administração municipal. “Vou resistir até o final, não por teimosia, mas não posso me aliar ao que temos aí. Nós vimos um governo que durante seis anos teve uma arrecadação de quase um R$ 1.000.500.000,00 (Um Bilhão e Meio de Reais), dos quais R$ 300.000.000,00 (Trezentos Milhões) foram destinados para obras e não temos obras que justifiquem o dinheiro. Não fizemos obras de saneamento básico, não conseguimos acabar com o turno intermediário, nem com os anexo e nem colocar as crianças de 3 e 4 anos na escola conforme prometido, por isso não posso e não vou apoiar esse governo,” desabafou Francis.

As sessões ordinárias acontecem toda terça-feira, às 16h, no Plenário da Câmara Municipal. Participe das sessões e fique por dentro das ações do Legislativo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Posturas, vacas e outros animais

Ha tempo que o blogger vem alertando para a grande quantidade de animais que perambulam pelas ruas e avenidas. O próprio prefeito em seu programa de rádio prometeu que muito em breve o municipio teria um Centro de Controle de Zoonoses. Falou ainda que, quem teria que se preocupar com os animais nas ruas seria o donos desses animais. O certo mesmo é que nenhuma providencias foram tomadas até agora.

Ontem em frente ao Mercado Municipal um veiculo Gol atropelou uma vaca. Acreditem, uma vaca. Agora não são mais os cavalos, cachorros que perambulam pelas ruas. O pasto está tão viçoso que até vaca pasta nos nossos jardins.

O saldo desse acidente:

O veiculo ficou completamente danificado e a coitada da vaca veio a óbito no local.

domingo, 6 de junho de 2010

Postura

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No programa Café com o Prefeito do dia 15 de março de 2010, respondendo ao ouvinte, Darci disse que quem deve se preocupar com cavalos e animais soltos nas ruas de Parauapebas são os donos dos mesmos, pois pretende criar , em breve, um centro de zoonose que recolherá os animais na rua.
Três meses e nada, os animais continuam perambulando pelas ruas livres e soltos. Poderia pelo menos criar um local adequado para abrigar esses animais.
Quem sabe na chácara do tutor do secretário de urbanismo? 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lixo e animais nas ruas

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Animais  se alimentam do lixo deixados nas calçados pelos vendedores ambulantes na Praça de Eventos. Com tantos recursos nos cofres da Prefeitura nenhuma campanha de conscientização por parte da Semurb e da empresa responsável pela coleta do lixo.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Centro de zoonose?

Segundo nosso guia, muito em breve estaremos livres dos animais que perambulam pelas ruas de Parauapebas. Nas ruas somente pedestres, carros e ciclistas, nada de cães, gatos, cavalos e éguas.
Todos vão ser abrigados no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) há ser criado em breve, muito breve.
Brevíssimo
Ainda esse ano!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Zoonose

Cavalos do Darci

Enquanto o nosso Sindico na cumpre a promessa de instalação do Centro de Zoonose, os animais continuam soltos nas ruas.

Só nesse imagem a em cima em contei nove animais soltos na Avenida “E” Bairro Maranhão

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Manifesto das Famílias do Assentamento 17 de Abril a Sociedade Paraense e ao Povo Brasileiro.

Eldorado do Carajás, Pará

Daqui, da Comunidade 17 de Abril, hoje somos quase seis mil pessoas numa das maiores agrovilas de assentamentos de Reforma Agrária do país; nossa residência política, ética, moral e cultural, nos manifestamos. Pelos nossos mortos e pelos sobreviventes nos manifestamos. Pela reforma agrária, pelo fim do latifúndio e sua força jurídica nos manifestamos e exigimos justiça.

Até que cesse a gana dos impunes, não se pode perdoar o carrasco, um só deles. Estamos intranquilos, como quer o momento de vigília.

Logo, em 17 de abril de 2.011, aniversaria o massacre de Eldorado do Carajás. 15 anos! E não cabe outra definição, senão que impunidade e, Pedro Tierra o mais solidário dos poetas, ressuscitou uma palavra vil da garganta dos dicionários e a pôs nos lábios dos séculos para descrever o golpe: “atroz” Eldorado do Carajás, símbolo vigente do caráter antipopular, anti-social e antidemocrático dos que monopolizam o poder e, por ele se opõem violentamente aos que lhes contestam, por terra, dignidade, trabalho, alegria e direitos, onde tudo é negado.

O massacre é um sinal, aos pusilânimes do poder é um fardo de agonia, que jamais poderão desmentir, nem mensurar nas fibras do passado. A memória é subversiva, ninguém a modela, insurge contra os truques midiáticos e os opõe a cada ano, nesta data da classe trabalhadora e das novas gerações nascidas na luta e na resistência do povo brasileiro e amazônida frente a máquina voraz do capital.

Da marcha interrompida pela morte, onde pretendíamos chegar a Belém do Pará para uma negociação por terra, andando a pé quase oitocentos quilômetros, que para os governantes algo injustificável, como o ato insólito e traiçoeiro dos mesmos e, de todos os envolvidos. Chegamos ao mundo em notícias, em páginas de jornais e imagens televisivas numa curva onde hoje está o monumento das castanheiras e o nosso coração, um bosque simbólico.

Sabemos, uma poderosa voz nacional e internacional de denúncia e exigência ergueu-se soberana. Por isso, tudo o que somos hoje, cada fragmento das conquistas políticas, culturais e econômicas no Assentamento têm esse traço indelével, de solidariedade afetiva, religiosa e mística de milhares de estudantes, artistas, professores, intelectuais, e da grande massa do povo que, desde o primeiro instante não nos pediram conciliação dos interesses inconciliáveis, mas luta e organização. Intransigência dos pobres contra a intolerância dos ricos!

Já não somos mais os mesmos, estamos nos reabilitando com o passar dos dias da grande dor e, nessa construção que já perdura 15 anos fizemos muitos progressos na organização social das famílias, no apoderamento político e cultural, na produção de alimentos, na educação, na infância e na juventude. Há uma escola que teima ser para a vida e não para o mercado, uma mobilização pela eliminação do analfabetismo e a construção de uma pedagogia transformadora.

Não abdicamos um só momento da luta e da memória, da construção da comunidade autônoma aos interesses imperiais. Estamos sim, muito longe da vida miserável que levávamos quando vagávamos nômades pelas ruas da fronteira, massa sobrante de um modelo de desenvolvimento predatório. Hoje portamos uma identidade camponesa e desenvolvemos formas de existir mais avançadas e democráticas.

Nesses anos aprendemos que os nossos direitos só a luta faz valer e reconhecemos que temos muitos limites, agruras impostas por uma política caduca, negligente, e cheia de camaradilhas, lusco-fusco da repressão, hoje até mais sofisticada que outrora, em perseguição sistemática às organizações, às suas pautas, aos seus militantes e dirigentes e que nos impediu de fazermos mais onde não havia nada, senão cercas, escravidão e violência do latifúndio.

O que vale a pena dizer, é que inauguramos seguramente um processo novo, cujo sentido é sermos sempre melhores naquilo que fazemos, uma comunidade ligada a toda uma trajetória de luta e que aspira futuro, um novo modelo de desenvolvimento para o campo, na defesa de uma agricultura diversificada, sadia e barata à população.

Faremos esforços grandiosos para ir mudando, o que ainda não pode ser mudado, sendo com toda força e beleza, exemplo pedagógico à sociedade e aos pobres que perecem nas cidades embrutecidas pela lógica abismal de que cada um é aquilo que consome, e que sabemos não tem mais nada a perder, pois já perderam por demais na vida, que a luta é o único encontro possível que possa livrá-los da barbárie e do aniquilamento social!

Nesse momento queríamos saudá-los com essa epígrafe, de um dos melhores amigos que o Assentamento e nossa Organização teve e, que nos deixou no ano passado, o escritor José Saramago. E com esse sentimento exigir e reivindicar, o que nos cabe nessa quadra histórica: dignidade. É o nosso gesto de aliança permanente, com os ambientalistas, com os partidos políticos, com a intelectualidade, com os indígenas, com os quilombolas com as organizações urbanas e rurais, com o movimento estudantil, com os operários, com as organizações latino americanas e via campesina internacional enfim, com os que lutam e sonham e fazem superações!

Levantado do Chão!

“Do chão sabemos que se levantam as searas e as árvores,

levantam se os animais que correm os campos ou voam por cima deles,

levantam-se os homens e as suas esperanças. Também

do chão pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo

ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira.

Enfim, cá estou outra vez a sonhar. Como os homens

a quem me dirijo.”

José Saramago

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Urbanismo Animal

Grande quantidade de animais perambulando e pastando nas Avenidas e Ruas da Cidade.
Pasto: Entre Av. Liberdade e PA 275 Bairro Beira Rio
Av. Bom Jardim, Caetanopolis
Rua JK, Rio verde. Na ilharga do nosso prefeito.