sábado, 2 de julho de 2011

Justiça: Vale pagará R$ 800 mil por "lista suja" de empregados

Terra

A Vale foi condenada pela Justiça a pagar R$ 800 mil por ter pressionado empresas terceirizadas e contratadas a dispensar ou não admitir pessoas que já entraram com processos trabalhistas contra a mineradora, criando assim uma "lista suja" de candidatos. O dinheiro será revertido para o Fundo de Amparo ao Trabalho (FAT).

A acusação foi feita em agosto de 2006 na 12ª Vara do Trabalho de Vitória (ES) pelo Ministério Público do Trabalho da 17ª Região (ES). A Vale recorreu a quinta turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que não aceitou o recurso da empresa.

Em sua decisão, o ministro do TST e relator do processo, Emanuel Pereira, afirmou que "a denúncia diz que a recorrente (Vale) exercia pressão para que as empresas terceirizadas e contratadas dispensassem esses empregados ou impedissem a sua contratação. E a denúncia está devidamente provada". O ministro afirmou ainda que a conduta da empresa foi "uma violência contra as normas protetivas do trabalho".

A Vale foi procurada, mas até o momento da publicação desta nota ainda não havia se posicionado.

O Documento

sexta-feira, 1 de julho de 2011

EXPERIÊNCIAS MULTIMÍDIA

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Paulo Fehlauer, fundador da Casa da Cultura Digital (SP), ministrará o módulo “Experiências Multimídia” na estréia da 2ª etapa do projeto em Marabá, Parauapebas, Santarém e Manaus.

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Silêncio no estúdio! Atenção... gravando!

O projeto de capacitação audiovisual Curta em Circuito bem poderia recomeçar assim suas atividades nesta segunda temporada. Não fosse um porém: a palavra de ordem é multimídia. Alunos, preparem todo seu impulso criativo para experimentar à vontade nas mais diversas linguagens com o produtor multimídia paranaense Paulo Fehlauer, do tarimbado Coletivo Garapa (SP). Fehlauer será responsável pelo módulo Experiências Multimídia, que dará o ponta-pé inicial de uma nova etapa que insere Parauapebas em sua rota.
Difícil encontrar quem ainda não tenha escutado falar em multimídia, simploriamente definida como a integração de diferentes mídias, a exemplo de imagem, texto, áudio e vídeo, para ficarmos nos mais populares, através de tecnologias com suporte digital – PC´s, tablets, smartphones. Apesar de bastante difundido e presente em nosso dia-a-dia, o termo ainda gera um tanto de confusão e poucos podem afirmar que dominam a técnica com todo o potencial que ela oferece em tempos virtuais. Nada como o fundador do Coletivo Garapa e da Casa da Cultura Digital, portanto, para ensinar o bê-á-bá aos jovens aprendizes de  Parauapebas e região.
Fundada em 2009, a Casa da Cultura Digital é “resultado de algumas décadas, um projeto que começa com a contracultura dos anos 60-70 e vem parar aqui, na cibercultura do século 21, na Barra Funda, em São Paulo”, como seu próprio site a apresenta. Formada por 10 organizações ligadas à cultura digital, lá serão realizadas pesquisas, articulações e o desenvolvimento de idéias sobre jornalismo multimídia, redes, plataformas, entre tantos outros temas que giram em torno da cultura digital. Uma das organizações que se destacam, pensando o jornalismo como prática multimídia, é o Coletivo Garapa, com produção de longa data no que tange às mais diversas tendências audiovisuais contemporâneas.
Fehlauer, que também escreve em seu blog, o Narua.org, onde divide suas experiências com diversos suportes de comunicação, pretende ainda realizar um mapeamento de suas aulas em um hotsite de iniciativa própria, publicando as experimentações feitas em sala de aula e o conseqüente resultado de suas oficinas pela Região Norte.

INSCRIÇÕES: cine@labirintocinemaclube.com.br
94 – 8129-5125 / 9145-0077
Serviço:
Oficinas gratuitas de “Experiências Multimídia” em Parauapebas
Local: CEUP – Centro Universitário de Parauapebas – Rua A , Cidade Nova
Data/horário: 7 a 10 de Julho – (09 as 12h / 14 as 18h) nos dias 07 a partir das 14h, e dia 10 de 09 as 12h.

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Vale anuncia programa de recompra de ações

Rio de Janeiro, 30 de junho de 2011 -

A Vale S.A. (Vale) informa que o Conselho de Administração aprovou hoje a proposta da Diretoria Executiva de criar um programa de recompra de ações ordinárias e preferenciais classe A de emissão da Vale e de seus respectivos ADRs (American Depositary Receipts) no valor de até US$ 3 bilhões. As ações recompradas serão canceladas após o término do período de recompra. O programa compreende a recompra de até 84.814.902 ações ordinárias e 102.231.122 ações preferenciais, correspondentes até 5,9% do número total de ações em circulação (free float), com base na posição acionária de 31 de maio de 2011. O prazo máximo do programa será de 180 dias contados a partir de 31 de maio de 2011, encerrando-se até 25 de novembro de 2011.
A forte geração de caixa da Vale e suas excelentes perspectivas de desempenho estão permitindo o financiamento de considerável volume de investimentos, focados na exploração de múltiplas oportunidades de crescimento orgânico e ancorados em rigorosa disciplina na alocação do capital, simultaneamente à manutenção de um balanço saudável, e dívida de pouco risco. A recompra de ações é um instrumento importante de retorno de capital aos acionistas, contribuindo para melhorar a alocação do capital e consequentemente para a maximização de valor para os acionistas.
O programa obedece rigorosamente à legislação brasileira em vigor e a aquisição das ações será realizada em bolsas de valores a preços de mercado através das seguintes instituições financeiras:

a) Bradesco S.A. CTVM – 72 (Matriz), Avenida Paulista, 1450 - 7° andar, São Paulo/SP, CEP: 01310-100,
b) Itaú CV S.A. – 114 (Matriz), Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3400 - 10° andar, São Paulo/SP, 04538-132
c) Ágora CTVM S.A. – 39 (Matriz), Praia de Botafogo, 300 - 6° andar, Rio de Janeiro/RJ, CEP: 22250-040
d) Fator S.A. CV – 131 (Matriz), Rua Doutor Renato Paes de Barros, 1017 - 11° e 12° andares, São Paulo/SP, CEP: 04530-001
e) Credit Suisse Brasil S.A. CTVM – 45 (Matriz), Avenida Brigadeiro Faria Lima 3064, 13º andar, São Paulo/SP, CEP: 01451-000
f) Santander CCVM S.A. – 27 (Matriz), Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, 2235 - 24º andar, São Paulo/SP, CEP: 04543-011
g) J. P. Morgan CCVM S.A. – 16 (Matriz), Avenida Brigadeiro Faria Lima 3729, 13º andar, São Paulo/SP, CEP: 04538-905

Uma crônica de protesto

*Por Raimundo Moura

Memórias que não conseguirão matar

Cresci assistindo os noticiários de violência que acontecem no Estado do Pará. Movimento de Garimpeiros termina em chacina na Ponte Rodoferroviária de Marabá! Sem terras são massacrados na curva do S em Eldorado dos Carajás! Sindicalista é assassinado na porta de casa em Rondon do Pará! Família é executada em Morada Nova! Freira Americana é assassinada em Anapu!

Essas notícias passaram a fazer parte da cultura de impunidade que impera no Estado, e principalmente na região Sul e Sudeste. Recentemente, mais dois crimes aconteceram! Desta vez contra um casal de ambientalista que vivia e sobrevivia da floresta.

José Claúdio e Dona Maria trabalhavam normalmente em seu pedaço de terra sem agredir a natureza. Dela extraia e beneficiava a castanha do Pará, da andiroba, da copaíba, do cacau, do cupu... Extraiam da floresta os derivados e transformavam-os em cosméticos, remédios e alimentos que eram comercializados nos municípios da nossa região.

Mas também lutavam contra o desmatamento! Isso foi o que mais incomodou os carvoeiros e os madeireiros do município de Nova Ipixuna. Denunciaram o assédio que esses faziam no Projeto Agroextrativista Praia Alta Piranheira e por isso foram covardemente assassinados.

Estive participando de uma atividade da turma de Especialização em Educação Ambiental, nesse Projeto Agroextrativista e constatei o quanto esse casal era importante na luta em defesa das florestas. Na residência do casal tudo estava como eles deixaram!

As sementes na estufa, o boné do Conselho Nacional dos Produtores Extrativistas sobre a mesa, e o gato e um cachorro que visivelmente esperava na pura espera a chagada de Zé Claúdio e Dona Maria.

O gato ainda miou, como se estivesse perguntando pelos seus donos, agora o cachorro sequer levantou... Parece que já sabia que nunca mais veria os seus donos, por isso permanecia imobilizado e em estado de greve animal há exatamente um mês.

Dois meses antes, o professor José Pedro havia acertado com a Dona Maria na UFPA a nossa visita para conhecer essa experiência agroextrativista, mas por conta do período chuvoso a própria Dona Maria que era também aluna do curso de Pedagogia do Campo, sugeriu que esperássemos o verão chegar, pois as estradas não estavam conservadas.

Assim foi feito, chegamos à majestade (nome dado a uma árvore de estimação do casal) ansiosos para conhecer essa experiência agroextrativista, mas faltaram o Zé Claúdio e a Dona Maria para nos receber, assim como era de costume fazer com tantas outras turmas de estudantes e pesquisadores.

No local onde o casal foi assassinado, sobre o pé de uma imensa árvore, foi erguida uma pedra com uma das várias denúncias que o Zé Claudio e Dona Maria fizeram: “o que fizeram com o Chico Mendes no Acre e com a Irmã Dorath em Anapu, querem fazer também com a gente... E realmente eles fizeram!” Mataram no ano internacional das florestas quem defendiam as florestas, deixando um vazio no coração da Amazônia e dos ambientalistas que permanecem vivos, lutando para que as nossas florestas não virem carvão para alimentar a ganância dos capitalistas.

* Raimundo Moura é professor da rede pública de ensino.

Muito mais alimentos, sem reduzir a pobreza

Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da ONU, há poucos dias, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou - com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós - que esta será a sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de 1 bilhão, se reduza à metade. "É o desafio do nosso tempo", disse na ocasião o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, "o protecionismo dos ricos" à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época. Mais