quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Divida estadual

Ana fala que deixou R$ 80 milhões em caixa
Jatene diz herdar um divida de R$ 750 milhões
Quem esta mentindo?

Só nas paradas

Parece que finalmente o DMTT resolveu botar ordem no transporte coletivo. Agora as paradas das vans só nos locais determinados, nada de parar em qualquer lugar. Só não se sabe se esse medida vai pegar.  Já estava passando da hora!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vaias e pedidos de aposentadoria a Sarney na sua ida à casa de Lula

Revista Época
O ex-presidente José Sarney foi a surpresa da despedida de Lula em São Bernardo do Campo. Sarney demorou a ser notado em meio ao tumulto provocado pela chegada do petista. Depois de vencer a multidão e subir ao palco, Sarney arriscou-se a dizer algumas palavras para uma plateia de militantes do PT. Queria justificar porquê havia abandonado a cerimônia de posse de Dilma Rousseff antes do final para fazer companhia a Lula em sua travessia (feita em avião, helicóptero e carro) para uma vida de ex-presidente. Sarney disse ter chegado a São Bernardo do Campo “pelos caminhos da amizade e pelo reconhecimento”. “Nele [Lula] descobri o homem de grande densidade humana, generoso, de patamar internacional. Nunca se viu antes no Brasil um presidente que falasse bem do outro. Mas eu vim aqui falar bem e dizer que ele sai consagrado por tudo o que fez”.
Os militantes do PT reagiram mal à intervenção que retardou alguns minutos mais a já atrasada fala de Lula. Ouviam-se vaias, pedidos esparsos de aposentadoria a Sarney, muxoxos de “Ah, Sarney, não”. Quando tomou o microfone Lula fez questão de mencionar a inesperada companhia: “Eu quero agradecer ao presidente Sarney que, há 4 anos atrás, disse pra mim que ele gostaria de, quando eu terminasse o meu mandato, vir até a porta do meu apartamento me entregar. E ele veio até a porta do meu apartamento. E agora vai voltar para Brasília.”
Sarney parecia extasiado quando deixou o evento. Ao atravessar a multidão em direção ao carro que o levaria de volta ao aeroporto, olhava para as pessoas que o chamavam, mas nada respondia. É provável que esta tenha sido a primeira vez que ele participou de uma festa de consagração de um presidente desde o Plano Cruzado – o pacote econômico lançado por ele enquanto presidente, em 1986, e recebido com grande entusiasmo. Mais tarde o plano naufragaria no combate à inflação e enterraria a popularidade do governo.
A despedida de Lula do poder representou o ápice da relação entre ele e Sarney. De alguma forma, Lula o reabilitava perante a massa, o redimia dos problemas de sua gestão na presidência do Brasil. Lula fez o que Sarney prometeu ao tomar posse e não cumpriu: combateu a inflação, reduziu a pobreza, aumentou o número de empregos. Acompanhar Lula até a porta de seu apartamento confirmava a redenção de Sarney que, habilmente, soube tornar-se importante para o cotidiano das decisões políticas do governo Lula. O casamento era improvável. Quando ainda era um sindicalista do ABC, Lula foi preso pelo regime militar, construído e mantido pelo então partido de Sarney, a Arena. Sarney representava tudo aquilo que Lula classificava de oligarquia: era o mandatário abastado em um estado paupérrimo e se perpetuava no poder (junto com sua família) eleição após eleição.
No entanto, a disputa eleitoral de 2002 e, sobretudo, o episódio do mensalão, em 2005, mostraram a Lula que é preciso fazer concessões. A incorporação do PMDB à base do governo aproximou Lula e Sarney. Sarney conquistou, com o apoio do governo, a presidência do Senado. Tornou-se fundamental para defender os interesses de Lula na casa. Indicou ministros no governo passado e no atual. Fez com que Lula solapasse as intenções eleitorais do PT maranhense para apoiar sua filha, Roseana Sarney, na empreitada de eleger-se governadora do Maranhão. Voltou a ser uma das grandes forças políticas do país. Estavam dadas as condições para que Sarney levasse Lula até a porta de sua casa em São Bernardo.

Bate-boca

Depois de perder o mandato para Simão, Ana Julia passa a faixa e bate-boca com eleitora: Aqui no Espaço Aberto

Dilma: a esquerda chega ao poder


O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que só um momento o emocionou de fato no discurso de posse da presidenta Dilma Rousseff: a menção que ela fez à memória daqueles que tombaram na luta contra a ditadura militar. No coquetel oferecido para convidados no Itamaraty na noite de sábado, após as solenidades da posse, Chinaglia repetia que era a primeira vez, desde a derrubada da ditadura e a redemocratização do país, que um chefe de Estado homenageou em discurso aqueles que morreram no combate ao regime de arbítrio dos militares. Mais do que isso, Dilma demonstrou todo seu orgulho de ter participado da geração que pegou em armas contra ditadura, seja pelas palavras no seu discurso, seja por gestos, como o convite que fez às suas 17 companheiras de cela no período em que ficou presa em são Paulo no Departamento de Ordem Política e social (Dops) em São Paulo. Leia mais