domingo, 12 de julho de 2009

Transporte Coletivo

Modelo de transporte coletivo público gera exclusão social
Pesquisa realizada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério do Planejamento, mostra a exclusão social provocada pelo modelo de transporte coletivo adotado no Brasil.
Na esmagadora maioria das cidades médias e grandes, onde se concentra a maior parte da população, o ir e vir das pessoas, direito constitucional sagrado, é limitado pela tarifa de ônibus cara e que não é integrada, ou seja: para ir de um lugar para outro, em diferentes regiões, é necessário adquirir uma nova passagem.
Esse modelo perverso, onde apenas as empresas de transporte coletivo se beneficiam, deixa os pobres confinados em guetos nos bairros periféricos, cerceando o direito de ir e vir e impedindo o exercício de outros direitos: lazer, estudo, trabalho, procura de emprego, visita a parentes e amigos, etc.
Os altos índices de desemprego da população de baixa renda geram outro problema grave, pois essa parcela da população, que precisa procurar emprego, fica sem alternativa de locomoção.
O uso da bicicleta como meio de transporte vem sendo adotado em um grande número de cidades, em razão da impossibilidade dos pobres de adquirir a passagem de ônibus. Em contrapartida, o número de veículos continua a aumentar, gerando o caos urbano e colocando em risco a integridade física dos cidadãos.
O "vale transporte" é utilizado como moeda e as pessoas ou não se locomovem ou andam a pé ou bicicleta, para trocar por dinheiro, para atendimento de outras necessidades.
Criou-se no país um mercado informal de vales-transporte, provocado pela má distribuição do benefício. Uma parte das pessoas que recebem vale-transporte não utiliza o transporte coletivo. Eles têm carro e vendem para intermediários por um preço mais baixo, que por sua vez revendem para a população de baixa renda. Ou seja, é muita gente ganhando em cima do pobre.
Esse quadro dramático exige mudanças radicais que certamente irão contrariar interesses poderosos, mas que terão que ser feitas, sob pena de se agravar cada vez mais as desigualdades e a injustiça social.
Fonte: IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Ministério do Planejamento - www.ipea.gov.br

sexta-feira, 10 de julho de 2009

No PT Lula é o Cara

LULA: O Maior sucesso se deve ao seu principal programa de transferência de renda, a BOLSA FAMÍLIA; a política externa; a implementação de políticas que distribuem regionalmente o desenvolvimento que o país ora experimenta; a política energética; a não privatização; dentre outros pontos.
ANA JULIA: Sem nenhum programa social que identifique o seu governo, o único que principiava era a distribuição de kits escolares, amplamente divulgado e interpelado pelo Ministério Publico Estadual, sob suspeita de vícios no processo de licitação.
DARCI: O único programa social até o momento foi à instalação do antigo CECAP hoje rebatizado de PIPA, programa que atende crianças e jovens em estado de risco. As obras anunciadas com grande repercussão estão todas paradas e sob suspeita de erros técnicos.
Certo que todo governo tem acertos e erros, mas aqui em Parauapebas, não existe nenhum programa de transferência de renda que o município implementa, sequer tem algum que ao menos complementa o programa do governo LULA.
Nosso governo tem ao menos uma política agressiva de parceria com o governo federal para a formação de convênios? E com o governo estadual? Diz um companheiro nosso, que isso é por que alguns nomes, neo(-)petistas, não querem qualquer tipo de aproximação, pois isso implica fiscalização por parte da CGU e TCU e muitos membros do governo Darci não querem isso por aqui.


Acidente

Por que os jornais de Parauapebas não noticiaram o acidente fatal com um funcionário de uma empresa contratada da Vale?
Atualização: 23/07/08 as 10:24
O Correio do Pará publicou na capa do jornal a noticia sobre o acidente

Itupiranga



Praia do macaco em Itupiranga.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PT cobra afastamento de Sarney

Depois de quase 2h de reunião, a bancada do PT no Senado voltou a defender a licença de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. E garantiu que não houve interferência de Lula na posição da bancada.
Aloízio Mercadante (PT-SP), líder do partido no Senado, disse ainda que cabe a Sarney definir se quer ou não sair do cargo. Independente do resultado final, os senadores definiram algumas propostas que serão apresentadas em plenário para reformas no Senado.
Os 12 senadores da bancada estavam presentes na reunião.
Segue a nota divulgada pelo PT:
Os senadores do Partido dos Trabalhadores comunicam que a sua Liderança em momento algum, da discussão sobre a crise no Senado, exigiu que seus integrantes abdicassem de suas posições individuais. Tão pouco o fez o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro no Palácio da Alvorada, semana passada. Portanto, a bancada de sente respeitada pelo presidente Lula em sua autonomia.
Os parlamentares do PT no Senado reafirmam:
1. A bancada dos senadores, ao longo de toda a discussão sobre a crise do Senado, manteve a sua posição: a de sugerir que, num gesto de grandeza e de garantia à credibilidade das investigações, o senador José Sarney se licenciasse temporariamente para que o Senado pudesse aprofundar as investigações e construir propostas de solução para os problemas encontrados. Admite, no entanto - como o fez a maioria dos partidos da Casa - que a licença é uma decisão a ser tomada pelo senador.
2. A crise do Senado é estrutural, grave, e envolve aspectos éticos e políticos relevantes.
3. O PT sempre defendeu uma reforma profunda para corrigir as distorções da administração do Senado e, para tanto, apresentou, em nome desta proposta de mudança, a candidatura do senador Tião Viana (AC) a presidente. Diante disso, assevera sua disposição de promover ações políticas para uma reforma estrutural e urgente do Senado mais ampla que as providências importantes já anunciadas:
a) A criação de uma comissão suprapartidária para debater com a sociedade civil e especialistas a reforma do Senado por meio, inclusive, de uma lei de responsabilidade administrativa e financeira do parlamento a partir de projeto de bancada, em anexo, coordenado pelo senador Tião Viana. Esta comissão não seria concorrente com a Mesa Diretora, pois deve ter uma função complementar, elaborando para uma melhor governança do Senado, assim como o controle social e democrático da sua gestão.
b) Funcionamento permanente de um colégio de líderes para democratizar as decisões da vida legislativa e administrativa da instituição.
c) Redução progressiva de até 60% do teto com despesas com pessoal e extinção de estruturas como do Interlegis, Unilegis, inclusive o enxugamento do Serviço de Atendimento Médico do Senado exclusivamente para o atendimento de emergência.
d) Redistribuir as atribuições da 1ª Secretaria com as outras secretarias da Mesa Diretora.
e) Prazo limite para o exercício dos cargos de direção de até quatro anos, coincidentes com a Mesa Diretora.
f) Extinção do pagamento adicional salarial a participantes de funcionários em conselhos ou comissões especiais no âmbito do Congresso Nacional.
4. Finalmente, a bancada defende:
a) A necessidade de aprofundar as investigações e ampliá-las para todos os possíveis responsáveis, tomando as devidas providências legais, como já está ocorrendo, Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e a Polícia Federal.
b) Que diversas medidas já estão sendo tomadas pela Mesa Diretora do Senado e que seus efeitos exigem tempo para produziram as mudanças necessárias como os resultados apresentados pela comissão de sindicância, a abertura de processos de demissão a bem do serviço público; a unificação dos contracheques, a abertura do portal da transparência, as novas diretrizes para horas-extras, as restrições para créditos das passagens, além de outras medidas.