Muito discretamente (discretissimamente, eu diria) a Folha de S.Paulo publica hoje uma nota na sessão “Erramos” reconhecendo que uma frase atribuída à pré-candidata Dilma Roussef (PT) não foi publicada corretamente. Trata-se da frase “Eu não fugi da luta e não deixei o Brasil”, atribuída à Dilma na edição do último dia 11 e que gerou imensa repercussão, pois sugeria que a ex-ministra estava atacando seu principal adversário (José Serra, PSDB, exilado no Chile) e, de quebra, atingia todos os outros militantes políticos exilados durante a ditadura militar brasileira.
Eis que a Folha reconhece que a verdadeira frase pronunciada por Dilma foi:
“Eu nunca fugi da luta ou me submeti. E, sobretudo, nunca abandonei o barco”.
Ora, parece-me óbvio que sem o complemento “e não deixei o Brasil” a polêmica perde toda a sua força. A fala verdadeira não faz referência direta a Serra ou a qualquer outro exilado. Muitos fugiram da luta e/ou abandoram o barco durante a ditadura mesmo estando no Brasil. E de diversas formas.
O debate artificial em torno da frase da ex-ministra criou um clima de hostilidade nos últimos dias, gerando desgaste a Dilma principalmente entre a classe média e a intelectualidade, setores em que o PT já sofre resistência atualmente.
Ser fidedigno às declarações de qualquer pessoa é o mínimo que se espera de qualquer veículo de imprensa. A discretíssima correção da Folha SP, quase escondida no noticiário, não expurga o seu erro. E de forma alguma repara o prejuízo causado.
Mais um exemplo de mau jornalismo. E de que existe mesmo um PIG no Brasil. Aqui
Em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, Otavio Leite cobrou do ministro da Fazenda, Guido Mantega, um texto final de consenso para a PEC da Música (proposta dele que concede imunidade tributária aos CDs e DVDs de música brasileira produzidos na Zona Franca de Manaus). O pleito encontra-se parado naquele ministério há mais de 160 dias.
ResponderExcluirhttp://www.otavioleite.com.br/conteudo.asp?pec-da-musica-otavio-leite-cobra-resposta-do-governo-4152
A PEC entrou na pauta de votação da Câmara por três vezes em outubro de 2009 e acabou não sendo apreciada por divergências com a bancada da Amazônia.